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FELIZ 2023

Zé Renato é professor de Filosofia da UniJales

O tempo sempre foi uma preocupação filosófica. Desde menino pensava acerca do tema. Já escrevi a respeito. Há o tempo empírico, cronológico, todavia, existe aquele subjetivo, pessoal, o nosso tempo. “Meu tempo é hoje”. Disse o genial Paulinho da Viola.

Se pensarmos o tempo empírico e o subjetivo juntos – é possível -, acrescentamos aos dias corridos nossas particularidades.

O ano passado, a meu ver, foi muito difícil, preocupante, como no último quadriênio. Lógico, estou a me referir ao período tenebroso, trevoso e plúmbeo do nazifascismo no poder. Somado a isso, a pandemia, seus desdobramentos. A cada dia era um sobressalto, uma bomba relógio a se desmontar. O perene medo de uma interminável ditadura e a destruição completa daquelas poucas, porém, significativas conquistas da classe trabalhadora.

Não nos era surpresa. Sabíamos o que viria, no momento em que as urnas eletrônicas (absolutamente confiáveis) apontaram a vitória do excremento.

O ano passado foi de muita luta (como sempre). Os nazifascistas jogaram o mais sujo que puderam. Não houve jeito. Felizmente. A civilização venceu.

Fez-se Luz.

A saída das trevas é longa, lenta, muito trabalhosa e com vários monstros permeando e aterrorizando o caminho.

Chegamos ao final do ano. Sobrevivemos.

Há visíveis melhoras nos índices econômicos. O Brasil readquiriu o respeito internacional.

Já há muitos feixes de luz.

Há muito a ser feito. O inimigo continua a rondar.

Sabemos o caminho, a direção. Estamos no rumo.

Existe uma atmosfera muito melhor.

Vejo e sinto a alegria e a esperança.

Estamos a concluir este ano.

O próximo é de esperança, expectativas boas, bons presságios… mais luz.

Saímos das trevas, das sombras da morte.

Sou um pessimista, em se tratando de humanidade. Contudo, fomos bem, apesar de tudo.

Há promessas no ar. Como diria meu amigo Nietzsche: “…Está chegando o grande frescor”.

Que o próximo ano seja uma continuidade natural deste que finda: melhoras ainda maiores na economia; aumento de postos de trabalho; investimentos em educação, saúde, ciência e cultura; combate intensivo a miséria, a pobreza, as segregações (entenda-se racismo, homofobia, transfobia, aporofobia….); enfim, que todos sejam vistos e tratados como devem ser, iguais, em todas as suas diferenças, particularidades e escolhas, ainda iguais, porque humanos.

Que a vida vença sempre.

Que a miséria seja trocada pela fartura.

Que a intolerância dê lugar ao respeito.

Que a burrice seja substituída pela sabedoria.

Que a omissão dê lugar a autonomia.

Que a violência seja substituída pela paz.

Então, FELIZ 2024.

Zé Renato é professor de Filosofia da UniJales

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