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Primeiros semifinalistas do “Paulistão Chororô” e milhões em Bragança

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O resultado de 2 x 0 era a ‘Ordem da Noite’ nesta terça-feira de futebol pelo Campeonato Paulista 2019. O Santos trazia o placar a tiracolo ainda do primeiro jogo contra o Red Bull, no Pacaembu, sábado passado. Por sua vez, o Palmeiras fazia 2 x 0 logo nos primeiros 10 minutos de partida, no Pacaembu, precisamente, aos 5 abriu o placar com Felipe Melo, e aos nove minutos ampliou com Ricardo Goulart. Os dois gols de cabeça

E, de traiçoeiro, o placar com vantagem dupla não apresentava o ar de sua graça nem na capital, nem em Campinas, no Moisés Lucarelli, a “casa” do RB, que já está de mudança para Bragança Paulista, pois, por R$ 45 milhões, “comprou” o Bragantino para disputar a Série B do Campeonato Brasileiro, a partir de abril (leia mais ao final das considerações sobre a rodada dupla do Paulistão).

Se no primeiro confronto o Santos fez o dever de casa e aparou as asas que o Red Bull poderia ter dado, o Palmeiras colocava o Novorizontino “na roda” neste segundo jogo, bem diferente da partida disputada no fim de semana no Estádio “Jorge Ismael de Biasi”, em Novo Horizonte. Prass, o veterano que fez de Jaílson, outro veterano, o terceiro goleiro palestrino, salvou a pátria defendendo um pênalti, impedindo que o Novorizontino fizesse 2 x 0 no confronto de ida, pouco antes do gol de empate, que selou aquele 1 x 1. O titular do gol palmeirense está com a Seleção Brasileira.

Uma bola na trave do Peixe aos 17 do segundo tempo foi o máximo que o Red Bull conseguiu em Campinas. Foi com Osman, o mesmo Osman que, por pouco, não foi expulso aos 29 minutos do primeiro tempo por chutar Carlos Sánchez quando o “uruguaio santista” já estava caído no gramado. Merecia o vermelho. Levou só o amarelo. Mas, técnico e jogadores, dentro e fora de campo, pediram sua expulsão aos berros. O jogo se tornava um pouco mais quente. Só que o Santos matinha o controle total da partida. No Moisés Lucarelli, o jogo havia começado às 20h.

E o “chororô verde”, jogo após jogo, ano após ano, ou como soa, de fato, “as lágrimas de crocodilo” surtiram efeito aos 30 minutos do primeiro tempo no Pacaembu, onde a partida começou às 21h. Ele, Felipe Melo, tinha que ser.

Aquele que, como sua careca comprova, não tem nada na cabeça pelo lado de fora, e, por lances como o que será descrito a seguir, demonstra não ter nada dentro dela também (razoáveis, portanto, suas predileções políticas). Após cruzamento de Dudu pela esquerda do ataque, Felipe Melo sobe e disputa com Lucas Ramon pelo alto. Logo depois, os dois ficam caídos no gramado. No replay, é possível ver que o volante do Palmeiras segura o pescoço do camisa 2 do Tigre e desfere um murro no adversário. Sem motivo, a agressão, que não acertou o lateral-direito, não deixava de ser agressão, e o VAR sucumbia-se ao choro palestrino

O mesmo VAR entrou em ação, mas para alegria geral de Galiotte e a turma da “chupeta”, dessa vez, foi eficiente, valeu. O jogo em Campinas apenas caminhava para o empate que classificaria o Santos, enquanto o “Paulistinha” do Palmeiras virava show no placar.

Como adiantado, ou talvez, previsível, o terceiro gol alviverde saiu depois de um pênalti marcado com a ajuda do árbitro de vídeo: toque de mão de Everton Sena na bola dentro da área, cal. Gustavo Scarpa marcava o dele.

Dudu marcaria o quarto e novamente Scarpa, o quinto: 5 x 0, fora o baile. Mas, com choro palmeirense, mesmo que anterior ao jogo, pois todos nós sabemos que: “quem não chora não goleia”. Time chorão é a mais nova definição dada ao Palmeiras pelo presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Estado de São Paulo, Antônio Olim, em entrevista ao Fox Sports Rádio, que ganhou grande repercussão, como se vê nesta matéria da ESPN.

 

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QUARTA QUENTE

E hoje, mais uma quarta-feira decisiva para o futebol paulista. São Paulo, um pouco antes, às 19h15, e depois o Corinthians, às 21h30, decidirão se pegarão Santos e Palmeiras na semifinal ou se deixarão esta tarefa para Ituano e Ferroviária.

O Tricolor vem de vitória, por 2 x 1, no Morumbi, e terá tarefa dificílima em Itu, no Estádio “Novelli Júnior”.

Timão e Ferroviária empataram em 1 x 1 o jogo disputado em Araraquara, e na Arena de Itaquera, com a Fiel empurrando como sempre, só se a Ferroviária jogar como nunca é que as coisas poderão se complicar. E poderão, se o Corinthians deixar

Datas e horários das partidas semifinais serão definidos em congresso técnico da Federação Paulista de Futebol já nesta quinta-feira, dia 28.

 

ALTO INVESTIMENTO

De acordo com o Portal Online do jornal “O Estado de S.Paulo”, acordo no valor de R$ 45 milhões fez empresa repetir o que fez na Áustria, Alemanha e Estados Unidos.

O negócio começou a sair depois da negativa de negociação por parte do Oeste, de Barueri, que rejeitou uma proposta de R$ 35 milhões. A partir daí, autorizado por Marco Chedid, um intermediário conversou com o presidente do Red Bull Brasil, Thiago Scuro, no final de 2018, quando apresentou a opção de acordo com o Bragantino. 

De volta ao Brasil em janeiro deste ano, Scuro se encontrou com Marco Chedid na sede de sua empresa, em Campinas, e começou a negociar as pendências para o acordo. Ele foi fechado na Alemanha em fevereiro, quando Luiz Arthur Chedid, filho de Marco Chedid e vice-presidente do Bragantino, na companhia de um advogado, se reuniu com dirigentes da empresa de bebidas.

Nesta reunião foram definidos os valores, forma de pagamento e de investimento, além da maneira legal para o fechamento do acordo. Não só em termos administrativos, como também em termos desportivos, porque agora o acordo precisa ser chancelado tanto pela Federação Paulista quanto pela CBF. Esta parte já foi negociada pelo próprio Marco Chedid com os presidentes das duas entidades.

As cores da camisa, a forma de apresentação do nome – Red Bull Brasil/Bragantino ou Bragantino/Red Bull – estão sendo definidas pelo departamento de marketing da Red Bull. Tudo deve ser definido rapidamente, em razão da proximidade do início da Série B, daqui a um mês.

Esta foi a forma mais rápida do grupo austríaco tentar chegar à elite do futebol brasileiro. Ficaria mais demorada – de quatro a cinco anos – e muito mais caro entrar na Série D do Brasileiro e brigar por seguidos acessos até alcançar a Série A.

A empresa já tem clubes na Áustria (Red Bull Salzburg), na Alemanha (RB Leipzig) e nos Estados Unidos (Nova York Red Bulls). No Brasil, o clube foi fundado em 17 de novembro de 2007.

Num primeiro momento, o Red Bull Brasil assume o futebol, aproveitando os seus jogadores que disputaram o Paulistão – acabaram de ser eliminados pelo Santos – e mais alguns do atual elenco do Bragantino. E também tem a promessa de reforços para o time que passa a ter como objetivo principal buscar uma vaga no Brasileirão de 2020.

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