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ARTIGO REVOLUIR: Tirem nossa Santa Casa das garras dessa OSS de Andradina

Desde 20 de março, 6 médicos tiveram contratos rescindidos com a Santa Casa por ordem judicial

Frei Francisco, da Associação Lar São Francisco de Assis na Providência de Deus, de Jaci, instituição referência na gestão de serviços de saúde no Brasil: NOSSA SANTA CASA ESTÁ DE PORTAS ABERTAS!!!

 

Tendo em vista os fatos apurados pela Operação Assepsia, em investigação sob comando do delegado Ailton Canato, da Seccional de polícia local, alguns deles já reportados pelo Revoluir, além das denúncias do vereador Murilo Jacob, responsável pela representação que originou todo esse processo investigatório sobre a Santa Casa de Fernandópolis, não há outra conclusão a que podemos chegar: OSS de Andradina, deixe, o quanto antes, a administração da nossa Santa Casa, antes que acabem com ela!

Não somente pelo aumento de R$ 10 milhões nas dívidas do hospital somente no primeiro ano de gestão dos atuais administradores.

Não somente pela dívida atual estar na casa dos R$ 52 milhões, um salto de mais de R$ 22 milhões nesses dois últimos anos, justamente após a chegada dessa OSS de Andradina.

A atual gestão é considerada “predatória” pelo juiz Vinicius Castrequini no despacho da liberação das buscas e apreensões realizadas no dia 16 de julho.

Buscas e apreensões que foram possíveis após uma representação do vereador Murilo Jacob que cobrava informações da Santa Casa, que não as repassava, simplesmente dava de ombros ao representante do Poder Legislativo fernandopolense.

A OSS de Andradina buscou de desvincular de suas responsabilidades à frente da administração da nossa Santa Casa. Pois aproveitem e vão embora! Não sem responder por cada um dos atos ilícitos que porventura forem comprovados durante as investigações em curso.

Registre-se: as dívidas da Santa Casa saltaram mais de R$ 40 milhões nos últimos 8 anos, e a investigação da “Assepsia” tem início no ano de 2007, quando José Sequini Jr., o Júnior da Secol, era o provedor.

Aproximadamente R$ 22 milhões dessa dívida têm origem sob gestão da OSS de Andradina.

Continuando…

Não somente pelo perdão de R$ 724.886,33 mil que a atual administração da Santa Casa concedeu ao IaCor – Instituto Avançado do Coração, em cobrança de uma dívida que, de acordo com auditoria da própria Santa Casa, seria de R$ 866.886,33. Conforme consta no Inquérito Policial da Seccional, os atuais administradores da OSS Andradina aceitaram o abatimento dessa dívida, recebendo apenas R$ 140 mil do total devido, e, ressaltando, valor apontado por auditoria.

A atual administração da Santa Casa abateu R$ 724.886,33 mil de uma dívida de R$ 866.886,33 dias depois de cobrá-la.

Mas não é somente por isso…

 

GERENTE DOS MÉDICOS ACUMULA CONDENAÇÕES

O médico Adelson Mariano de Brito, que atualmente representa o corpo clínico da Santa Casa como gerente dos médicos no quadro da comissão gestora do hospital, de acordo com o vereador Murilo Jacob, não deveria configurar como contratado da Santa Casa.

“Ele tem uma condenação por improbidade administrativa na Comarca de Jales, que o impede de firmar contrato com entes públicos, ou seja, ele não pode receber dinheiro público”, cita o parlamentar.

De fato, Dr. Adelson Mariano de Brito figura como réu em diversos processos e já possui condenações. Revoluir confirmou duas delas. Em 2012 foi condenado, com processo original da Comarca de Santa Fé do Sul e ainda em andamento em instâncias superiores, após a morte de um peão de rodeio de Três Fronteiras.

De acordo com os autos, Adelson Brito foi negligente ao liberar o peão, que reclamava de fortes dores no peito e falta de ar, depois de dois atendimentos um dia após ser atingido por um boi num rodeio. A vítima foi ao hospital na noite em que se feriu, recebeu atendimento e foi liberado. No dia seguinte, pela manhã e à tarde, retornou ao hospital por não se sentir bem, apresentando o mesmo quadro: fortes dores no peito e falta de ar. Adelson de Brito teria solicitado um Raio-X e após consultar o paciente duas vezes no mesmo dia voltou a liberá-lo. O peão sofria com uma hemorragia interna e morreu horas depois de ser liberado, duas vezes no mesmo dia, por Adelson de Brito.

Mais recentemente, o mesmo médico, enfatizando novamente que se trata do atual gerente dos médicos e representante do corpo clínico da Santa Casa de Fernandópolis, foi condenado devido a irregularidades na licitação por carta convite de nº 7/2005 do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Região de Jales por “má-fé no direcionamento do certame” para contratação de duas empresas, Psicoclínica Jales S/C Ltda e Cont&Med Sociedade Simples Ltda, e médicos, entre eles Adelson de Brito, pela Prefeitura de Jales.

Esta condenação, embora ainda cabível a recursos em instâncias superiores, traz um fato que pode gerar até mesmo pedido de prisão: o médico Adelson de Brito não apresentou recurso de apelação após a sentença de 1ª instância, e este é o fato principal que indicaria a irregularidade de sua contratação pela Santa Casa de Fernandópolis.

Adelson de Brito não poderia “contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos”.

 

QUEM TROUXE A OSS DE ANDRADINA PARA FERNANDÓPOLIS?

Gilmar Gimenes e Fausto Pinato articularam a vinda da OSS de Andradina em uma visita a São Paulo, durante reunião na Secretaria Estadual da Saúde em 2017. A dupla (antes, claro, de romper ligações, como é apontado nos bastidores políticos do município, tanto que o deputado federal trocou seu parceiro a estadual nas últimas eleições, largando o fernandopolense e aninhando-se no aconchego tucano de Votuporanga, sob as asas de Pignatari). Quem afirma a participação de Gimenes e Pinato são os próprios envolvidos, incluindo Fábio Obici, um dos diretores da OSS de Andradina.

“Tudo começou dentro da Secretaria Estadual da Saúde, em São Paulo. Foi através de um convite dos deputados Fausto Pinato e Gilmar Gimenes. Eles buscavam uma possível parceria com alguma OSS, solicitando auxílio dos técnicos e assessores da Secretaria, e como sempre nos dirigimos até São Paulo, fomos apresentados ao Pinato e ao Gimenes. Logo que surgiu a possibilidade, achei muito difícil dar certo. Teríamos que nos deslocar de Andradina, da nossa região, até Fernandópolis. Mesmo assim, por ter recebido o convite, agendamos uma reunião aqui na cidade. Foi quando conhecemos o prefeito André Pessuto. Levando em consideração a postura do prefeito, que pediu ajuda, mas não queria tirar a OSS da Irmandade Santa Casa de Fernandópolis, optamos por somar, para fortalecer essa OSS: viemos trabalhar juntos. O Edilberto Sartin e o Helio Maldonado, que nos receberam aqui e nos apresentaram a “’ituação financeira’ da Santa Casa, estarão conosco nesse momento de implantação do novo sistema de gestão. Eles comporão o Conselho Administrativo, da mesma forma que o Conselho Fiscal continuará sendo composto pelas pessoas que já estão lá. Em assembleia ficou aprovada uma única alteração estatutária, suprimento o veto à composição da Irmandade de irmãos que não residissem em Fernandópolis ou nas cidades aqui da microrregião. Desta forma, os nomes da nossa nova Diretoria Executiva foram aprovados como irmãos, e, em seguida, eleitos para seus respectivos cargos. Aprovados os nomes, nossa função agora será administrativa. Nunca vi uma cidade com a receptividade que Fernandópolis está nos acolhendo”, declarou Fábio Obici em entrevista concedida no ano de 2017 ao jornalista João Leonel, deste Revoluir, e anexada à Operação Assepsia como parte das provas de que há sim administração compartilhada entre a OSS de Andradina e Santa Casa de Fernandópolis, pois a OSS de Andradina tentou se eximir, se afastar, não assumir suas responsabilidades no comando e gerenciamento do hospital. Sob investigação, irregularidades identificadas dentro da Santa Casa devem gerar sanções cíveis e criminais aos responsáveis.

Mais recentemente, Gimenes confirmou sua participação na articulação para a vinda da atual administração da Santa Casa em Audiência Pública realizada na Câmara Municipal.

 

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA?

“Gostaria de saber, e já estou buscando informações sobre isso, por que a sobrinha de Gimenes e a esposa do Zanqui (Fernando Cordeiro Zanqui, atual provedor da Santa Casa) são gerentes do AME de Fernandópolis? E os salários são altos”, complementou Murilo Jacob.

 

RESPONSABILIDADE

Portanto, Gilmar Gimenes e Fausto Pinato, do mesmo jeito que trouxeram, levem essa OSS de Andradina embora de Fernandópolis, antes que ela acabe com nossa Santa Casa!

 

POR TUDO ISSO REVOLUIR FAZ UM APELO:

Judiciário, Ministério Público, Seccional de Polícia e Câmara Municipal: tirem nossa Santa Casa das garras dessa OSS de Andradina!

Não sem responder, nas esferas cível e criminal, por cada uma das ilicitudes e irregularidades que vierem a se confirmar no decorrer da Operação Assepsia.

 

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