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Relações políticas, sistemática eleitoral e nepotismo

André Pessuto concedeu entrevista ao Revoluir em seu gabinete, no Paço Municipal

Prefeito fala da sua relação com Fausto Pinato, assegurando ter plena convicção do arrependimento do deputado federal sobre a maneira que se referiu ao total de votos obtido em Fernandópolis na eleição deste ano. Pessuto ainda garantiu que o município está de portas abertas a todos os partidos políticos, sem distinção. Aborda a atual sistemática eleitoral, dando sua sujestão para uma mudança que considera fundamental para que os prefeitos passem a ter melhores condições de desempenhar uma administração mais produtiva e assegura que se o Ministério Público apontar algum caso de nepotismo em sua gestão exonerações irão ocorrer.

 

REVOLUIR: Como está sua relação com o deputado Fausto Pinato?

ANDRÉ PESSUTO: Está normal, ontem estive em Brasília, sem problema. Estamos conversando normalmente, ele é um deputado eleito por Fernandópolis, está nos ajudando muito em muitas coisas.

REVOLUIR: Estarão juntos daqui 2 anos, o Gustavo continuará seu vice?

ANDRÉ PESSUTO: Não sei se estarei vivo daqui 2 anos, o futuro a Deus pertence.

REVOLUIR: Você estava presente quando Fausto teria menosprezado o número de votos que alcançou em Fernandópolis?

ANDRÉ PESSUTO: Estava, e acredito que ele tenha até se arrependido disso. Não senti que ele menosprezou os eleitores, na hora ele expressou um sentimento normal de quem disputa uma eleição e acha que deveria ter tido mais votos, só quem passa por uma eleição sabe como é essa angústia e o sofrimento que é. Eu, particularmente, também acho que ele deveria ter tido mais votos mediante o trabalho que ele fez pela cidade. Tenho plena convicção de que ele se arrependeu do que disse. Ele foi o segundo deputado que mais cresceu no Brasil, só ficou atrás do Eduardo Bolsonaro. E a única cidade que ele não cresceu foi Fernandópolis. Aí tem que parar e medir as consequências. E quem votou no filho do Bolsonaro, como faz pra chegar nele e pedir alguma coisa para Fernandópolis? O cara vai ajudar? É a velha história: santo de casa não faz milagre. Tem que mudar isso. O Julio Semeghini nunca teve o reconhecimento merecido dentro da cidade. Não só o Fausto teve menos votos do que merecia, mas também o Gilmar Gimenes. A grande vencedora, mais uma vez, foi a Analice Fernandes, com quem tenho um excelente relacionamento.

REVOLUIR: Após as eleições, pelo posicionamento do Fausto pró-Márcio França, juntamente com o Major Olímpio, eleito senador pelo PSL, partido de Jair Bolsonaro, já na reta final de campanha (VEJA AQUI), a relação dele com o Rodrigo Garcia, vice-governador eleito com Dória, e que é de seu partido, o DEM, estremeceu. Como avalia esse momento?

ANDRÉ PESSUTO: Hoje está, mas amanhã eu não sei. Eu sempre mantive um ótimo relacionamento com todos os partidos, e esse é o papel do prefeito, manter as portas abertas para todos. Por exemplo, acabamos de receber 4 carros VW Gol através de emendas de deputados do PT, Ana Perugini e Valmir Prascidelli. Uma pena que ambos não foram reeleitos, os dois ficaram fora nessa eleição. Tenho um excelente relacionamento com os deputados do PSDB, tanto com o Carlão Pignatari quanto a Analice Fernandes. A emenda para asfaltamento do Uirapuru é do Rodrigo Garcia, do DEM. A mesma coisa com o Itamar Borges, do MDB, que esteve agora na cidade para lançar o INSS Digital. E tenho que manter isso, recebendo todos os deputados que puderem ajudar Fernandópolis.

“O Fausto se arrependeu do que falou”, assegurou André Pessuto sobre episódio de insatisfação do deputado com sua votação após a eleição desse ano

 

ELEIÇÕES GERAIS E COM MANDATOS DE 6 ANOS

 

Enquanto nossa política não mudar sua sistemática eleitoral, se continuar do jeito que está, todo o prefeito que entrar vai encontrar muitas dificuldades para administrar uma cidade. Olha só: sou eleito e no primeiro ano eu entro na Prefeitura e tenho que trabalhar com o orçamento de quem está saindo, de quem perdeu a eleição, de quem no último ano talvez não se preocupou em buscar recursos, emendas parlamentares. Quando eu entrei não tinha uma emenda parlamentar, nenhum recurso extra-orçamentário, não tinha nada, nem pra comprar uma agulha. Era o orçamento da cidade pra eu tocar, dava para pagar salário e só. Fiquei um ano correndo atrás de recursos, consegui alguns ainda para serem liberados no meu primeiro ano, e aqui volto a ressaltar a necessidade de termos deputados da cidade, é uma força política fundamental, e o Fausto e o Gilmar me ajudaram muito. O Gilmar conseguiu emenda para obras atrás do Condomínio Brasitália, o Fausto para o Ipanema, para a cobertura da Feira, entre outros. No segundo ano, que daria para começar algumas coisas, chega em julho e trava, para tudo quando começa o período eleitoral, são as eleições nacionais, suspende repasses federais e estaduais. Tudo parado até o final do segundo turno, quando já é novembro. No terceiro ano é que o prefeito consegue entregar alguma coisa. No quarto ano chega julho e trava de novo, começa o período eleitoral municipal. O prefeito, indo ou não para a reeleição, vai enfrentar esse problema. Deveria ser diferente, eleições gerais, para todos os cargos eletivos, numa única data e para uma gestão de 6 anos, um prazo mais longo para se trabalhar. Hoje o prefeito consegue trabalhar um ano

 

HÁ NEPOTISMO?

 

Um Inquérito Civil, a cargo do promotor Daniel Azadinho, está em trâmite no Ministério Público local, ainda em fase de instrução, para apurar uma denúncia sobre possíveis casos de nepotismo na atual gestão. “Assim que chegar novas determinações iremos atender, informações já foram solicitadas e respondemos tudo que foi pedido. Tenho orientação do nosso jurídico de que não tem problema de nepotismo na Prefeitura, que está tudo correto. E se tiver algum apontamento do Ministério Público eu exonero no outro dia. Não irei sequer questionar, se o MP chegar e falar, fulano, cicrano, esse, aquele, no outro dia estarão exonerados. Quero deixar claro isso. A assessoria jurídica do município, o procurador chefe, fala que não tem problema”, declarou enfaticamente André Pessuto, mesmo diante da possibilidade de que a investigação do MP aponte alguns nomes de funcionários, incluindo o primeiro escalão, entre secretários municipais, que tenham parentesco com o prefeito, vice-prefeito ou vereadores. Revoluir fará a cobertura deste caso e trará todas as informações acerca desta denúncia.

 

Promotor Daniel Azadinho conduz Inquérito Civil que apura denúncia sobre casos de nepotismo na atual gestão de André Pessuto

 

INSS DIGITAL

Foi implantado recentemente em Fernandópolis o programa “INSS Digital”. A nova modalidade de atendimento facilitará de forma significativa a vida dos moradores que utilizam os serviços do órgão.

Os processos se tornarão todos eletrônicos e a parceria entre a administração municipal e INSS também vai possibilitar uma maior agilidade na resposta aos pedidos de benefícios junto ao órgão. Outra vantagem do INSS Digital é que a tramitação eletrônica do processo pode ser acompanhada pelo segurado via internet. Com este polo, solicitações como pedido de aposentadoria, pensão pós-morte, salário maternidade, revisão de benefícios, certidões, enfim, uma variedade de serviços, poderão ser realizadas com maior agilidade.

 

ÁREA AZUL

De acordo com a SECOM, o processo para reativação da Área Azul no centro da cidade está em fase de homologação e adjudicação, com expectativa para assinatura do contrato já na próxima semana.

 

MAIS MÉDICOS

Apenas dois dos seis profissionais que substituirão os médicos cubanos que deixaram a cidade após rompimento de Cuba com o programa “Mais Médicos” no Brasil estão atuando em Fernandópolis. A expectativa é que nas próximas semanas os quatro médicos assumam suas funções e normalizem o atendimento nas Unidades Básicas de Saúde na cidade.

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